Está aí um dia para ser lembrado.
Depois de tanto e tanto tempo gritando, perdendo o controle e até agredindo eles às vezes, decidi que não vou mais fazer isso. Decidi e sei que posso mudar tudo que não faz bem para mim e para minha família. Não vou me apegar à discursos vazios que não ajudam na prática do dia a dia. Então fui atrás de informações que realmente me ajudassem e encontrei.
Mas hoje fui testada e isso vai acontecer diversas vezes eu sei, porém hoje foi o início de um novo ciclo. Meus filhos estão viciados em brigar, competir e até mesmo se agredir. Sim, demos muito mau exemplo para eles e agora preciso ter consciência que levará ainda algum tempo até que sintam que isso não faz mais sentido aqui dentro e portanto não deve mais ser praticado.
Daniel estava ansioso e triste porque via o pai no computador e queria sua atenção a todo custo. Então pedia para jogar, pedia para passear com ele, pedia para usar meu celular para mandar mensagem para vó e a cada passo pedia ainda mais alguma coisa.
Ao passo que Bruno o provocava insistentemente. Agredia com chutes e rabiscando seus desenhos, fazia provocações imitando-o e deixando-o extremamente nervoso. Até que então ambos se agrediam e choravam e a cada cinco minutos vinham atrás de mim acusando um ao outro e contando o que o outro tinha feito. Isso foi uma manhã inteira exatamente desse jeito.
Minhas reações
Confesso que fiquei exausta e com vontade de gritar, bater e xingar. Mas se a mudança não começar por alguém, como ficaremos. Então respirei fundo e tentei contornar o máximo possível.
Uma das coisas muito importantes e urgentes que precisamos conciliar (eu e Chrys) é parar de dar atenção para eles e tomar partido de um deles sempre que eles reclamam um do outro. E vejo que o Chrys ainda não absorveu a ideia, pois ficamos tanto tempo praticando o mesmo erro que essa mudança não será uma jornada curta.
Porém, achei que esse foi um dia de vitória. Embora eu os tenha levado para casa da vó ao meio dia, o tanto de tempo que eles passaram brigando, se provocando e tentando me estressar, e eu não cedi aos seus joguinhos, realmente posso considerar uma vitória.
Primeiro conversei com Daniel e disse que o pai precisava de sua ajuda. Pois se ele não fizesse a "tarefa", sua professora ia ficar muito brava com ele. Então ele precisava de sua ajuda e compreensão naquele momento. Com Bruno as coisas parecem levar mais tempo, ele é ostensivo no que tange colaborar. Mas aos poucos vou intercalando entre conversar e ignorar o que ele faz para dar menos importância. Bruno gosta de atenção e holofotes em tudo que faz e sei que tenho contribuído para que ele continue.
A palavra é desencorajar. Desencorajá-los a fazer o que estão fazendo. Desencorajá-los a continuar brigando e para isso ignorar é fundamental. Dar atenção ou importância apenas para o que for positivo, bonito e amoroso.
E é isso, não vou desistir. É um caminho que tomei que não existe retorno, uma vez que estou lá sigo sempre em frente! Amo demais vocês para deixar tudo como está, porque como está, absolutamente não é bom para ninguém.
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