quinta-feira, 29 de maio de 2014

Corujar nunca é demais

Hoje Daniel se saiu com umas conversas, que olha, me encheram de orgulho e alegria ao mesmo tempo.

"Mãe, quando eu for adulto eu preciso comprar uma casa pra mim. Preciso construir uma casa, aliás, preciso de um lugar pra morar com a minha família. Também quando eu tiver um filho, vou colocar o bercinho dele no meu quarto, até quando ele for criancinha". 

Aí disse que queria trabalhar igual ao pai, e queria construir a tal casa e ia tirar um cochilinho a tarde depois do trabalho, ai que amor! E depois ia pra faculdade. Fofo!

O que me deixou feliz é que nossa vida e nosso modo de viver impacta positivamente nele. Ele quer imitar os passos do pai e gosta do tratamento que dou pra ele de estar aqui e fazer as coisas pra ele, estar presente sempre. 

Sei que mais tarde falou outra coisa que me deixou atordoada com tamanha maturidade, embora claro ele não entenda o sentido real disso, já sabe que isso é uma realidade. 

- Mãe, eu quando eu crescer, vou ficar adulto e vou ficar velho, aí vou morrer.
- Ai que assunto é esse Daniel?
- Ué, todo mundo morre um dia!

Fora outras coisas que ele dispara durante o dia que mostram claramente que meu bebezão está virando um mocinho. Tem muitas coisas que infelizmente precisamos ajustar com urgência, como o mau comportamento dele quando sai e a súbita desobediência pela qual é tomado nesses momentos. Também por conta desse pequeno amadurecimento, não deixa de ser boca dura e querer se colocar de igual pra igual como autoridade. Fora isso, estou contente e amando essa nova fase dele. Além de claro, descobrir as palavrinhas e o interesse pela escola e tarefas voltou. O que curti é que ele parece ter entendido que se a professora não gosta dele, azar o dela. 

Bruno está me surpreendendo muito também. Pois mesmo ficando em casa, só nós dois e a tarde brincando com o irmão, ele também está se desenvolvendo muito. Além de pintar e gostar de "escrever", ele está aprendendo rapidinho as coisas por influência do irmão. Hoje escrevi o nome de todo mundo e ele sabia inclusive o meu. Depois pontilhava os nomes e ele escrevia por cima. Até que escrevi "Daniel" ele escreveu embaixo também. Fora o desenho que ele fez super completo com as ruas e os risquinhos no meio, os carrinhos sorrindo. 








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