quinta-feira, 16 de abril de 2015

Assédio moral no Bruno

Ontem foi um dia em que eu queria exercitar meu lado paciente. Deixei eles brincarem lá fora até praticamente a hora que quiseram, que pra minha sorte foi até 19h30.

Tudo corria bem, Daniel foi tomar banho tranquilo porque deixei ele mandar mensagens pra vó deles depois do banho e então foi a vez do Bruno.

Eu aqui exercitando minha paciência praticando mantras!
Bruno começa pirraçar no banho que quer esfregar a sola do chinelo e aí não sai uma tal sujeirinha e ele começa ficar nervoso e chorar e quer porque quer esfregar e sola do chinelo. Eu enxaguei o chinelo e falei que não precisava e ele chorou copiosamente.
Então respirei fundo e falei, tá bom (gaste todo sabonete do mundo) pode lavar seu chinelinho e me chame quando terminar. Aí ele me chamou chorando e dizendo:
- mãeee, não sai a sujeirinha. Tem que ficar branquinho. - Mas filho, sola de chinelo não precisa ficar branquinha.
- Precisaaaaa ( e choro)
Então um anjo soprou no meu ouvido e eu perguntei: QUEM disse que precisa ficar branquinho? - A professora Nossa, nem preciso dizer o que senti né? Mas continuei fazendo de conta que tudo bem e disse.
- É mesmo amor, e o que ela disse? - Que tá muito sujo que tem sdoghasonvodfhasdfodaosinogdig (linguagem indistinta chorando)

Aí fui conversando com ele e pra resumir esta mulher infeliz com a qual já bati de frente no episódio do beijo na boca, humilhou meu filho e comparou ele com outra criança! Disse que o chinelo dele estava muito sujo e que "olha o da Lorena como tá limpinho", eu falei pra ele:
- olha filho, os chinelos são feitos pra isso pra proteger nosso pezinho, todos eles estão sujos. Mostrei o meu, o do pai dele o tênis. falei que nenhum ficava branquinho porque eles são feitos pra pisar no chão.
Ele disse: Não! Fica branquinho sim, porque a loLENA brinca lá fora e volta com o chinelo bem IMPINHO. Deduza!

Mas a parte boa é que
1) eu consegui manter a calma e me surpreendi com o resultado que foi ele falar o que estava acontecendo e eu aprender pela milionésima vez que eles não fazem nada sem uma razão.
2) eu consegui recuperá-lo daquela triste com beijos e abraços e carinho e aparentemente consegui convencê-lo de aquilo parecia importante mas não era. Confesso que nessa parte eu fiquei um pouco confusa, porque não quis que ele entendesse que eu não achava importante pra ele e sim que aquilo realmente não merecia atenção dele.

Foi uma noite agitada, mas acho que terminou bem.

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