sexta-feira, 21 de junho de 2013

Casa = lar

Há algum tempo venho me dedicando à um projeto que acho válido para quem tem uma família para cuidar, claro que para alguns pode parecer bobagem, mas acredite, não é: transformar minha casa num gostoso lar!

Percebo que muitas mulheres da minha geração não aprenderam isso, sabe-se Deus por que! Claro que tem as exceções, mas a maioria não sabe como tratar da própria casa para que esta pareça um "lar", um lugar de aconchego, um lugar onde mimos e carinhos acontecem por meio de um bolinho que seja, por meio de um chão limpo. Aquele lugar que é asseado, aquele lugar que fica aconchegante só por meio de um café da tarde posto na mesa na hora certa e tantas outras coisas que para algumas gerações era algo natural. E isso nada a tem a ver com machismo, feminismo e outras bandeiras, isso tem a ver com sentimento, com o que se quer fazer, com o que se quer receber. Talvez um reconhecimento não de papéis, de quem faz o que, mas de quem QUER fazer, o que, como e quando e isso é uma coisa que quero fazer, viver mesmo.

É engraçado que nossa geração tenha passado por tantas modificações e cobranças hediondas como as "emancipações", o progresso profissional da mulher, as "independências" pregadas a todo momento ou pela mídia, ou pelas conversas paralelas em escritórios, escolas e faculdades. Mas isso tudo não diminuiu a vontade de carinho e afago dos homens e filhos e o desejo de ser acarinhada por eles como uma troca legitima e genuína. Eles podem até admirar suas mães tão competentes e trabalhadoras, podem gostar da vaidade que traz ter uma mãe sarada e dedicada aos esportes, mas nada preenche aquele imenso vazio de ser acarinhado com coisas simples do dia a dia. Talvez essa geração não transpareça, mas eles sentem falta sim de coisas bem caseiras, de coisas ou atitudes da mãe ou do pai que identificam aquele lugar onde eles moram como "lar".

E foi pensando nisso tudo, nas referências que tive na infância, no quanto me senti bem num lugar assim , talvez não em casa porque minha mãe já tinha também outras prioridades, que comecei a lançar um olhar mais especial para minha casa, marido e filhos. Quero ser aquela profissional bem sucedida e trabalhar com o que gosto? Quero e vou ser, mas à minha maneira, ao meu tempo, e estou disposta a aceitar as limitações que isso tudo venha a trazer. Mas não deixarei de lado, até mesmo pelo meu próprio prazer de fazê-lo, a casa que eu sonhei pra mim, a rotina que eu sempre desejei. Então nesse empenho comecei fazer bolinhos, me dediquei mais à limpeza, à organização entre outras coisas que estão no roteiro, mas ainda não entraram na prática. E para começar, vamos ver que bolos ou gostosuras tenho feito esse tempo em que estou treinando para esse lar que pretendo viver. Sim, porque um "lar" se vive, não simplesmente "se mora".













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