terça-feira, 17 de outubro de 2017

Feriado no Salto de Bandeirantes

Esse feriado foi ótimo para os meninos. Finalmente saíram de casa e foram se divertir em algum lugar amplo, com água num dia quente.

Fiquei feliz por eles, embora eu mesma não pude sair. O que me chateou foi eles terem que ir com a tia e eu não poder ir junto, mas às vezes ou é isso, ou eles simplesmente não saem. Fases da vida em que a gente se questiona se está no caminho certo ou não.

Questionei isso com o Chrys e ele fez uma afirmação na qual fiquei dividida e concordei parcialmente. Ele disse que não adiantava eles terem esses momentos mágicos de vez em quando e no dia a dia ser triste e longe do pai e da mãe. Pode ser, mas será que esse não é o nosso ponto de vista?

Pelo sim, pelo não preferi concordar, pois escolhemos esse caminho de apenas um trabalhar e o outro cuidar dos filhos e para nós tem sido um desafio de bom tamanho. Não há motivos para procurar tristeza.

Mesmo assim, sempre tem algo que me aborrece e eu fico dias meio abalada. Bruno se afogou e embora não foi nada muito grave, ele ficou realmente assustado. Estava a poucos passos da Jeane, mas ela não estava de olho nele, quem viu foi o Daniel. E aí eu me pergunto, e se ninguém tivesse visto? E se ele se afogasse de verdade? Deus foi maior e nada de mal aconteceu, mas o fato de eu não estar lá pesa no meu coração.

Como se não bastasse, ele ficou realmente traumatizado. Ainda ontem, dois dias depois do ocorrido, na hora de dormir, pedi que eles fechassem os olhos por 10 segundos e quando abriram perguntei:

- Qual foi a primeira coisa que vocês lembraram ou pensaram?

A intenção era só fazer um exercício meditativo antes de dormir e acalmar a mente. Porém o Bruno com uma carinha muito triste falou: - não quero falar. você vai brigar comigo.

Eu jamais brigaria ou mesmo diminuiria o sentimento de medo dele, mas era assim que ele estava sentindo. De qualquer forma, ele disse que lembrou do afogamento e estava com muito medo. Que não queria mais pensar naquilo e o pensamento veio involuntariamente. Abracei ele e disse que isso vai passar, que podemos sentir medo e que está tudo bem.

Mas meu coração se esmigalhou com aquilo. Poxa, eu não pude estar lá para o meu menininho. Fiquei pensando quantas vezes isso vai se repetir até que a gente possa estar juntos se divertindo e eu cuidando deles como sinto que tem que ser.

Não sei, ainda não sei responder isso. Mas no momento vou tentar fazer ele focar em como o dia foi divertido e apesar do susto que levou, que ok, não foi pouco, ele também pode lembrar com alegria desse dia.

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