quarta-feira, 23 de julho de 2014

Crise braba, doação, mea culpa

Em poucos dias as coisas "morfan" de tal maneira que você mal saberia explicar direito o que houve. Os nervos estão a flor da pele e eu estou a beira de um ataque de nervos. Além dos hormônios estarem loucos por conta de ter parado de tomar o anticoncepcional, os meninos estão..como poderia chamar....em pleno salto de ~desenvolvimento~ e com a ausência do pai estão a me desafiar o tempo todo.

É complicado porque ao mesmo tempo que o pai está, não está. Está dormindo, em corpo presente, mas não está presente com eles. Então eles sabem que o pai está ali, mas não vai fazer nada e aí desafiam todo e qualquer regulamento/rotina. Eu por minha vez estou no meu limite máximo. Pois ficar em casa não é uma coisa fácil e acaba ficando até amargo quando isso tudo acontece. A ingratidão é inata aos filhos, isso já sabemos, mas arde como um féu quando você já está bem cansada. E é assim que tenho sentido, como se nada que fizesse pra eles conseguisse torná-los mais dóceis.

Bruno espremeu limão no meu celular, tem feito cocô na calça e sujando até o banheiro todo e às vezes no quarto também, quebra as coisas, bate no irmão, desobedece e apronta o tempo todo. Não come e dá piti todos os dias na hora do almoço. Hoje passou a pão e chocolate com leite, molhou a cadelinha e esfregou ela na areia, se vinga das coisas como uma criança de 5 anos. Ele é/está realmente incontrolável. Ele tem um espírito destrutivo que realmente me deixa deprimida. Ele risca e quebra tudo que vê pela frente. Não há nada que ele não desmonte ou jogue na parede e o faz por diversão, rindo um riso meio sádico de quem sabe o que está fazendo, mas faz mesmo assim. Mesmo que eu seja severa com ele, mesmo que qualquer coisa, mesmo que eu converse numa boa, não importa, ele continua.

E tem mais, chega da culpa ser minha por tudo que acontece aqui. Ok eu sei que a mãe é quem tempera o clima e tal, mas eu realmente estou esgotada e parece que quanto mais cansada fico, mais vontade de chamar atenção eles têm. Eu vou mesmo é procurar ajuda profissional porque o que estamos vivendo aqui tá mais pra um conflito tipo faixa de Gaza. Cada um que chega sente-se no direito de jogar uma bomba já que tudo parece meio destruído mesmo.

Tudo que eu queria era que eles me obedecessem sem precisar gritar nem usar a força, mas no momento estou sem forças pra usar a cabeça, a inteligência e acabo mesmo é gritando e surtando. Vou respirar e tentar de novo e de novo até conseguir amansar as feras e fazê-las entender que não se trata apenas de obedecer pura e simplesmente, e sim de agir com sincronicidade para que as coisas funcionem. Mas como fazer isso? Como? Como é que eu queria saber.


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